domingo, 20 de janeiro de 2013

Efêmero

Este poema faz parte da antologia poética "Concurso Nacional Novos Poetas - Prêmio Sarau Brasil 2013" Pág.108, Editora Vivara

Como um segundo passei.
Vi caírem as flores dos ipês,
As gotas das chuvas ligeiras,
E o silêncio trancado por
Dentro.

Passei como um sonho ou
Pesadelo, como alegria ou
Tristeza, desespero ou
Calmaria, passei como
Água sob a ponte.

E não disse tudo.
Não explodi.
Não expliquei.
Não implorei.
Não me arrependi.

Não contestei crenças,
Nem a ausência delas,
Não quis aparentar
Ser puro, seria tanta,
Tanta hipocrisia...

Me sinto irmão destas
Nuvens, que vão partindo
Eternamente, modificando-se
A cada instante...
Em um segundo, passei.

Haicai

   Eu vejo o sol, Nas ondas brilham sonhos, Nada mais restou. 我见太阳, 梦在波间闪烁, 再无所余。 Wǒ jiàn tàiyáng, Mèng zài bōjiān shǎ...