Imagino-me à
contemplar
Os teus mistérios,
Rude troglodita,
Vislumbrando Deus
Em tuas translações…
Lua dos amantes de
outros
Séculos, quando a
jovem
Pálida enrubescia
ao
Ósculo apaixonado,
Nos tempos das
fogueiras
Impiedosas da igreja
embrutecida.
Lua do novo milênio,
Tecnoligicamente
capturada,
Na íris digital
expandida,
És testemunha de
novas ideias,
Novos rumos humanos
no sentir,
Quando se descobre a
eternidade…
( No piscar de olhos
do existir na terra. )
