sábado, 28 de dezembro de 2013

Obsoleto

Estou obsoleto.
Meu disquete de 1.44 mb corrompeu,
Meu HD de 80 gb deu erro na trilha zero.

Estou obsoleto.
Meu monitor cga não liga mais,
Meu modem de 56k queimou.

Estou obsoleto.
Não digito “Vc” no chat,
Nem outras abreviações infames.

Estou obsoleto.
Meu pendrive de 64 gb perdi,
Meu HD de 1 tb encheu de vírus.

Estou obsoleto.
Meu monitor de led está com muitos
Dead pixels...

Estou obsoleto.
Não falto com respeito as mulheres,
Estejam sozinhas ou acompanhadas.

Estou obsoleto.
Prefiro a educação, a língua bem falada,
O afeto e outras atemporalidades...
( Estou obsoleto e minha memória SSD está Full. )


domingo, 22 de dezembro de 2013

En Passant

Se eu te falar de dentes e lábios mordidos,
Enquanto puxo teus cabelos e me transfiro
Pelo olhar para teu mundo...

Se eu te falar dos ventos velozes,
Que varrem o verão, e às vezes
Trazem chuva...

Se eu te falar das curvas, enquanto passeio
Os dedos pelo teu branquíssimo território,
E sorrindo tu me entregares tuas verdades...

Então, em profundo silêncio, respirando
Teu hálito, irei no éter dizer teu nome,
Absinto, absinto...

( Nada dizes. )

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Sideral

Frederic Leighton - Roman GirlEste teu palor me confunde os sentidos,
Enquanto meus dedos percorrem tua
Via láctea, atemporal momento...

Vislumbro formas de diálogo mental,
Evolução natural da fala humana,
Em suspiros menos desprendidos...

E nesta paisagem, que me arrebata e
Liberta, descubro meus sonhos no porvir,
Dobra temporal indescritível.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Teu Sono

Inconsistente éter abissal,
Que trazes lonjuras assustadoras,
Pertinentes...

Nada tão próximo quanto esse
Teu olhar e a projeção estelar,
Neste teu mundo que me fita.

Decifro-te em numerosas
Nunces, em prazeres
Ancestrais e infinitos.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Intrínseco

Quando fixo um olhar no cinza do mar,
Parece uma estranha revelação, portal
Que interliga tempos, desprendimento...

Suspiro sem palavras e nem precisa,
São sinais grafados no etéreo, matiz
Cinza de minha alma...

E correm os minutos sem sentido,
Desfazem-se os nexos, enquanto
Sorrindo vou mirando o mar.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sol e Sonho

Somnus est frater mortis.”


Se num dia normal você dormindo,
Ver um sol brilhar no céu azul e
Ouvir o canto de inocentes pássaros,
Rogo a Deus que nunca mais termine
Tal sonho, desenlace físico programado.

Aproveite as brisas oceânicas e siga,
Mares adentro seguindo para o sul,
Onde as largas praias são palcos para
Ancestrais diálogos, clássicos, epopeicos,
Dramáticos relatos do existir...

E pouse numa dia normal, onde
Circunstancialmente estais e no teu
Silencio, agradecido, eleve seus
Pensamentos ao criador...
Que todas as dores conhece.

( Estranho mundo sob tuas pálpebras. )

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ainda a cinza do tempo









Olho este céu cinza e vejo
Pontuarem nuvens emblemáticas
Pensamentos em 3D...

E fico imaginando quando passarão
Estas tão pesadas âncoras materiais
Que impedem meu ser de voar...

Mas tenho sonhos coloridos
E lembranças que brilham...
Tudo dependendo da incidência da luz.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Butterfly

Yellow butterfly is floating
High in the Sky...

There is no pain while such
Beauty is upon our day…

Yellow butterfly is passing,
While time is ticking by…

( There is so much beauty out

In the blue line.)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ondas


Percorro as ondas, translúcidas e luminosas,
Diáfana superfície como nos sonhos e ao
Longe a praia, realidade destemperada...

Ora azul de Mar, ora azul do céu,
E mais além o verde esmeralda:
Surreal transformação...

E ouço atento os dizeres atlânticos,
São um backup natural de toda
Caminhada humana...

Chega então o entardecer,
Dourada plataforma que
Sintetiza a noite...
( O parlatório marítimo fica mais lúgubre.)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Dobrando à Esquerda no Caminho para Casa


                               








I

Sabe ouvir e calar, num estridente silêncio.
E na retina vejo gravada a enigmática esfinge,
Distante e difusa luz de mercúrio... torpor.

Apenas nas brisas ouço tais elucidações,
Que diriam estas aberturas de vidro,
Captando um sem fim de pensamentos?

 Há milhares de peças espalhadas,
 Artefatos de antigas dinastias,
 Argila para novos moldes...

 E essa chuva que nunca vem,
 No dia que nunca termina,
 No porvir que nunca chega.
(  Veja, em alto mar a calmaria...  torpor.)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Altos Céus


Fiz um caminho nas nuvens,
Entre fortes ventos revoltos,
Sentindo a gélida temperatura,
Das alturas solitárias do céu...

E naquele silêncio de oração,
Estive conectado mais além,
Sem medos ou angústias,
Vergonhas e satisfações...

Num  átimo percorri longas
Distâncias, físicas e temporais,
Como ser imaterial, abstrato,
Sem o gênero terráqueo no cerne...

E livre destes pesos pude ver
A luz advinda do brilho das
Esferas divinais e os vazios foram
Preenchidos por seres translúcidos...

Ao invés do silêncio eu ouvia música,
Uma música inexplicável, que vibrava
Dentro de mim e ensinava lições sem
Serem ditas palavras...

Sim, e a alegria daqueles momentos,
Gravaram em mim uma terna lembrança
E a vontade de crescer em luz interior,
Para poder um dia, sem arestas voar.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Cinza Metálico


Cinza metálico em meus olhos,
E nas nuvens quase paradas,
Neste dia que se dissolve...

E quando vou falar parece um
Sonho, a voz não sai, em uma
Angustiante repetição...

A chuva não vem, a esperança
Navega distante no oceano da
Vida... dissonância temporal.

E meus olhos cegam no cinza
Metálico destes dias, enquanto
Carrascos santos querem minha pele.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Black


Black is my color,
The flag that I
Usually wave…

Black are my eyes,
With mysteries
Within…

Black is the sky
And these heavy
Clouds are gray.

Black is my silent
Mouth and the
Streets I put my feet.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Verde


Minha alma tem tons de verde,
Como a copa das árvores na mata,
Verde claro, verde escuro, verde.

Minha alma tem partículas verdes,
Como folhas que vão perdendo a
Cor e se soltam pelo mundo...

De longe formam uma linda tela,
Mas de perto são  a gênese de todos
Sentimentos, tudo dito ou não...

Minha alma tem tons de verde,
Como matas inexploradas antiquissimas,
Verde claro, verde musgo, verde óbvio.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Efêmero

Este poema faz parte da antologia poética "Concurso Nacional Novos Poetas - Prêmio Sarau Brasil 2013" Pág.108, Editora Vivara

Como um segundo passei.
Vi caírem as flores dos ipês,
As gotas das chuvas ligeiras,
E o silêncio trancado por
Dentro.

Passei como um sonho ou
Pesadelo, como alegria ou
Tristeza, desespero ou
Calmaria, passei como
Água sob a ponte.

E não disse tudo.
Não explodi.
Não expliquei.
Não implorei.
Não me arrependi.

Não contestei crenças,
Nem a ausência delas,
Não quis aparentar
Ser puro, seria tanta,
Tanta hipocrisia...

Me sinto irmão destas
Nuvens, que vão partindo
Eternamente, modificando-se
A cada instante...
Em um segundo, passei.

Haicai

   Eu vejo o sol, Nas ondas brilham sonhos, Nada mais restou. 我见太阳, 梦在波间闪烁, 再无所余。 Wǒ jiàn tàiyáng, Mèng zài bōjiān shǎ...