sábado, 5 de dezembro de 2015

Desordem e Protesto

Pisando descalço nestes antigos calçamentos,
Olhando históricas árvores adoecidas nesta
Tão obscurecida cidade...

Aspirando o ar fétido dos rumores de Brasília,
Enquanto sombras rastejam procurando sair
Das sarjetas para nossos lares...

Olhando o céu límpido de dezembro, reflito
Nos caminhos escolhidos por todos nós e

Vejo o mundo contorcendo, autoflagelando.

sábado, 21 de novembro de 2015

Representativo

Jack Pollock Number 12 - 1952.Vejo sentido nas incoerências
Das tintas misturadas em tua
Tela, tuas abstrações foram
Meus pensamentos por muito
Tempo.

Vejo em tuas entrelinhas
Possibilidades, mas quem
Saberia ao certo dizer em
Quais labirintos andam os
Amores?

Vejo tuas esculturas em meus
Sonhos e antevejo as dores
Translúcidas das criações
Dos que como nós vivem

Demasiadamente o amar.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Noir

Noir est ta langue,
Qui connaît les couleurs
De tes yeux?

Noir est ta peau,
Nuit parfumée pour le jasmin,
Silence longiligne…

Noir est ton sourire,
Mais je préfère ton visage
énigmatique.


( Il ya pas des sombre parce que la nuit c'est toi. )

[Agradeço à Professora Adriana C. Costa da Aliança Francesa de João Pessoa por ter feito as correções necessárias.]

domingo, 2 de agosto de 2015

Projeção

Das altas copas busco o horizonte,
E o azul do céu fica na expectativa,
As folhagens molham meu rosto como
Lágrimas terníssimas de compreensão...

Salto em direção às estrelas, passam
Céleres os minutos e vejo ao longe o
Fim da madrugada, busco o sol que
Desponta em silêncio...

Finalmente encontro o mar, o absoluto
Azul, enquanto as ondas cantam suas
Tão antigas canções e outros pousam
Nas areias brancas das praias ao sul.
( Sorrindo, sinto a marola tocar-me os pés.)


sábado, 4 de julho de 2015

Manhã Interior

É preciso deixar-se, abandonar os velhos trajes,
Aprender novos caminhos assusta e certos relevos
Do ser parecem intransponíveis, nada além do
Exercício da vontade, com novas perspectivas...

É preciso estar atento, ouvir o que realmente se
Pensa e podar todas as dores, todos os galhos que
Já nascem secos na personalidade, partindo para
Luminosos desprendimentos, luminosos propósitos...

É preciso atravessar toda a tempestade,
Sabendo-se eterno ser que reluz em 
Segundos materiais e deixar toda a
Rudeza, todo torpor do intelecto partir.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Elo

Vem amor, sem palavras ásperas,
Sem dor de erros que todos temos,
Vem sentir o meu olhar...

Vem amor, eternamente em ondas
Que sempre estiveram aí transformando-se,
Mas sempre terminam em abraços...

Vem amor, assistir o sol nascer,
Acima destas negras nuvens existe
Toda a luz do criador.

( Amorzinho, somos poeira e luz, não te esqueças.)

sábado, 30 de maio de 2015

BEM Claro

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte(...)”
Vanessa da Mata

Deixem-me os tecidos carnais,
Quero a luminosidade das estrelas,
A leveza das mentes angelicais...

Deixem-me pesadelos desnecessários,
Estou cansado de falências e estes
Tão fracassados sentimentos...

Deixem-me os lábios e a pele pálida,
Quero a noite inteira fluindo, mares
Além, além de todas as terras...

Deixem-me imperfeito, buscando crescer
Não deixo para trás a ternura para com
Os obscuros como eu, tristes corações...

Deixem-me os pseudo puros, dediquei
Verdade por muitos anos em carinhos
Sem fim, mas plantei em terreno infértil...

Deixem-me agora todas estas ausências,
Não temo a solitude deste horizonte,
Meu olhar cansado o mira faz tempo.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Sonhos



Ondas de estrelas no meu mundo celeste,
Luzes distantes em todos os matizes,
E o marfim dos teus dentes é a cor que
Mais me atrai...
Ondas silentes de sonoros pensamentos,
Indescritíveis horizontes vislumbrei,
Direi das espirais galáxias, incontáveis,
Incontáveis como estes instantes que vivi.
Ondas transcendentes que me desprenderam
E larguei o sol da terra, larguei a luz
Da lua, parti na brancura do teu marfim,
Cósmico pulsar de meu coração...
( E aqui estou à deriva nestas ondas de estrelas.)


sábado, 4 de abril de 2015

Dissonantes

Não perdi a queda de nenhuma destas folhas secas,
Nem deixei de ver a ressaca na praia distante,
Bruno Walpoth sculpture in wood.
Descrição de imagem: Figura de mulher seminua,
olhando fixo para a frente
esculpida em madeira pelo artista Bruno Walpoth.
Fim da descrição
E dos luares nunca me ausentei.

Não fiquei mudo ante as ventanias invernais,
Nem desperdicei cometas nas madrugadas silentes,
E vi tranquilo o trânsito astral...

Não esqueci das cores de Picasso,
Nem do azul de Monet, ainda assim,
Mereci todas as profundezas, todos teus abissais.
( Nasce mais um dia, em cada minuto diáfano.)

terça-feira, 10 de março de 2015

Ships

These clouds are my ships,
I was looking for the southern
Path to the green...

These winds will take me away,
For a few words indeed...
No more need but an view.

These wilderness in blue,
Given me transparency
and light... near the southern beach.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Fragmentado

Sim, nestas tão vazias ruas,
Cruzo com os ventos noturnos,
Das baixas pressões, são estas
Tão inevitáveis chuvas...

Entrevejo clarões no céu escuro,
Misteriosos matizes que nada me
Elucidam e o silencio me corta
Profundamente, em partes desiguais.

Nada escapa assim a um olhar tão
Atento, e neste vácuo qualquer som
Se propagaria... mas nada ouço...
Perco o chão, o brilho e o tom.

Haicai

   Eu vejo o sol, Nas ondas brilham sonhos, Nada mais restou. 我见太阳, 梦在波间闪烁, 再无所余。 Wǒ jiàn tàiyáng, Mèng zài bōjiān shǎ...