sábado, 30 de agosto de 2014

Sete Naus

“ Só uma palavra me devora
Aquela que meu coração não diz ”
Raimundo Fagner

São sete naus ao mar do pensamento,
Roteiros conhecidíssimos apontam
Para o sul e nuvens escuras anunciam
Através das vozes roucas dos trovões
Que a jornada será sofrida...

Naus que atravessam o oceano das
Saudades, no turbulento cabo da 
Coisas não ditas, lágrimas perdidas
Na chuva dos minutos desperdiçados,
Comprimindo o coração dos marujos.

Apesar do farol apontar os perigosos
Recifes do egoísmo, muitos nestas
Águas já naufragaram, e nas tão
Profundas águas do ressentimento,
Tornaram-se petrificadas memórias.

São sete naus cortando o horizonte,
Vencendo as correntezas pesadas,
Apontando para o sol ao sul nas
Calmas águas do oceano da eternidade,
Onde sorrisos meigos aguardam...
( E os lábios sussurram: finalmente.)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Fotografia

A vaga morna molha teus pés,
E teu sorriso perfura o céu
Cinzento...

A vaga morna acaricia teus
Tantos pensamentos e nos
Lábios uma luz sem fim...

A vaga morna captura na
Lente marítima o teu ser
E ostenta teu sorriso...

E trazes no olhar como um
Farol, fulgor aventureiro,
Bem-aventurança.
( A vaga suspira tuas distâncias.)

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Bairro do Farol

Nos caminhos flores despedaçadas,
Tão óbvio que fechei os olhos e no
Escuro vi um sorriso partindo...

Não entendo estes destroços que fiz,
São reminiscências ou sinais deixados
No caminho por onde fui...

No horizonte nasce novamente o sol,
Insone e silente divago na penumbra
Que se vai...

Escrevo uma carta com nossos
Símbolos e como todo o resto
Nada será lido.
( No bairro do farol arrasto minhas correntes.)

Haicai

   Eu vejo o sol, Nas ondas brilham sonhos, Nada mais restou. 我见太阳, 梦在波间闪烁, 再无所余。 Wǒ jiàn tàiyáng, Mèng zài bōjiān shǎ...