I
Sabe
ouvir e calar, num estridente silêncio.
E
na retina vejo gravada a enigmática esfinge,
Distante
e difusa luz de mercúrio... torpor.
Apenas
nas brisas ouço tais elucidações,
Que
diriam estas aberturas de vidro,
Captando
um sem fim de pensamentos?
Há
milhares de peças espalhadas,
Artefatos
de antigas dinastias,
Argila
para novos moldes...
E
essa chuva que nunca vem,
No
dia que nunca termina,
No
porvir que nunca chega.
( Veja, em alto mar a calmaria... torpor.)
