sábado, 30 de maio de 2015

BEM Claro

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte(...)”
Vanessa da Mata

Deixem-me os tecidos carnais,
Quero a luminosidade das estrelas,
A leveza das mentes angelicais...

Deixem-me pesadelos desnecessários,
Estou cansado de falências e estes
Tão fracassados sentimentos...

Deixem-me os lábios e a pele pálida,
Quero a noite inteira fluindo, mares
Além, além de todas as terras...

Deixem-me imperfeito, buscando crescer
Não deixo para trás a ternura para com
Os obscuros como eu, tristes corações...

Deixem-me os pseudo puros, dediquei
Verdade por muitos anos em carinhos
Sem fim, mas plantei em terreno infértil...

Deixem-me agora todas estas ausências,
Não temo a solitude deste horizonte,
Meu olhar cansado o mira faz tempo.

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