E se eu te falar de pânico,
Em prantos indizíveis assustadores,
Em noites em claro, de puro escuro?
Me recuso a falar das tempestades,
Que navego abismo adentro por
Carecer de traduções literais...
Além do mais não se traduzem sensações,
De frio eterno, de distância imensurável
E silencio.
Eis o oculto, esparramado na praia,
No céu azul, no trânsito do sol,
No verde... no verde.
Vamberto Pires.
16 de Janeiro de 2011.
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