segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Extremo oeste

Minhas rotas buscam o oeste,
île d'Ouessant
Onde as tempestades elevam
As ondas em fúria azul…

São marcas sensoriais milenares,
Pulsando nas marés que se deitam
Nas praias silentes e pensativas…

E no azul inconstante, irrestrito,
Vão se desfazendo os tempos,
Doces palavras que não digo mais…

Ouço o som de tua voz cantada,
Acordes de uma luz mirífica,
Tons de cinza e verde, silêncio.

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