quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Verão










I

Das paredes laterais descem os ramos da samambaia,
E o musgo esconde as pedras do muro, desce ao solo
Este lamento verde, no flamboyant um pequeno
Rouxinol tece seus pertinentes comentários...

O gato preguiçosamente observa do chão,
Mas naquela altura não parece boa refeição.
O sol deixa um rastro de comodismo e
Cansaço...

A sombra da goiabeira esfria a casa,
E nos corredores vazios e escuros
Nem fantasmas se fazem presente,
As janelas estão fechadas.

Na porta da frente uma aranha de jardim faz
Sua teia e o tempo suspira em sua trama,
Artesanal relógio eloquentemente exposto,
Em detalhe da tela principal...

No jardim cresce o capim, sufocando as
Flores e a borboleta amarela pousa na
Margarida, que levemente dança sob o
Impulso do vento sul...

 O telhado está ruindo na cozinha,
E a poeira toma todo o piso, daquela
Fresta se pode ver sol e lua...
Sol... e lua.
( Leve penugem se escapa de algum ninho.)

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