No
mercúrio das lâmpadas te destacas,
Indômita
figura de olhos meigos,
Tuas
curvas de bronze são precisas
E no
frio da noite teu silencio é marcante.
No
mercúrio das lâmpadas és eterna,
Leve
ninfa de bronze, que repousa o
Pensar
em abstrações indizíveis
E na
noite seguem teus solilóquios...
No
mercúrio das lâmpadas és perfeita,
Simétrica
irradiante projeção feminina,
No
bronze atemporal de tuas formas,
Se
perdem olhares dos passantes.
( E
te aguardam as estrelas tão carentes.)

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