Nos
papéis perdidos pelo chão,
Em
cada pedra solta da calçada
E
no suor escorrendo na testa...
Em
cada pergunta sem resposta,
E
no olhar misterioso e transparente,
Nem
preciso fazer hipérboles para
Ter
um certo tom de desespero...
Pois
em cada andorinha que voa,
Também
nas copas verdes das
Árvores
e na incisiva lua no horizonte,
Além
das nuvens que espreitam...
E
nos anúncios sonoros cacofônicos,
Vão-se
os risos perdidos nesta tão
Incoerente
sinfonia da cidade,
Que
arde, arde tarde afora.
Pois
no asfalto, na casa abandonada,
No
banco da praça e na pausa para
Falar,
sempre encontrarei uma
Relíquia,
uma faísca tua.

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