Entrelaçamentos das mãos,
São como quando pássaros
unidos,
Voam pelos céus azuis da tarde,
E no vento faceiro se vão os
Murmúrios incontidos
daqueles
Delicados corações...
Entrelaçamentos das pernas,
São como quando as árvores
Crescem juntas e dividem
Motivos para se erguerem,
Acariciando-se ao vento,
Enquanto a tempestade passa...
Entrelaçamentos dos lábios,
São como duas correntes marinhas,
Que se tocam e trocam temperaturas,
Desviando a lógica de seus percursos,
Arrastando e ensinando novos
Ímpetos, serenamente unificados.

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