terça-feira, 20 de novembro de 2012

Esquálido

               I
São sete lágrimas passageiras,
Derramadas pela morte
Sorridente...

São sete lamentos na lua nova,
Ecoando no escuro destas
Ruas tão imundas...

São sete irmãs ferinas,
Com seus nomes indizíveis,
E a poeira sobe na esquina.

                II


E as lágrimas para onde vão?
Brilhando azuis no escuro,
Subindo ao céu azul da madrugada.

Não sei das distâncias siderais,
Só entendo os centímetros que
Separam nossos rostos...

E das incontáveis estrelas faço
Mapa, para ir além destes tormentos
Que me obscurecem a alma.
( Silencio. Passa o cometa sombrio ao largo.)

07/12/2012.

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